Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

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Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Parem com a discussão do nome e venha de lá o doce...!

Sericaia, dizem os de Elvas. Sericá dizem os de Vila Viçosa.
Doce conventual, dizem os de Elvas. Doce da corte, dizem os de Vila Viçosa.

Gulosos como somos, não vamos perder tempo com as discussão em torno do nome...
Fiquemo-nos antes pelos segredos de confecção. Que nos chegam através da MemóriaMédia.
Com mãos e artes da Pastelaria Canhão, em Elvas.



• Mas não pense que se livra de aprender a fazer... :)
Sim, porque a receita está aqui.

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