Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

Clique para se deslumbrar! ►

Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Minho, Ribeira Lima, Ponte da Barca

Ele há videos que, apesar de instrumentos de divulgação e de promoção, sabe bem (e vale a pena!) saborear.

► No coração do Minho, na beira do Lima, Ponte da Barca.
• Captação de imagem, gravação e edição de Pedro Cerqueira.
• Em fundo, a música "Barca da Inspiração", de Zézé Fernandes.


• Ponte da Barca •
► No coração do Minho, na beira do Lima, Ponte da Barca.Este é um vídeo de divulgação que vale a pena saborear...• Captação de imagem, gravação e edição de Pedro Cerqueira (http://bit.ly/1axuJhb).• Em fundo, a música "Barca da Inspiração", de Zézé Fernandes.
Publicado por Descobrir PORTUGAL em Sexta-feira, 10 de Abril de 2015

Goije, Sampriz, Ponte da Barca, terreno de afectos e memórias. E de muitas férias escolares...

Setembro era de festas e romarias, feira às quartas (ora em Ponte da Barca, ora nos Arcos), prenúncio de castanhas, vindimas ou apanha do milho...

https://www.facebook.com/ruidiasjose/media_set?set=a.10151861945133996.1073741828.713138995&type=3A senhora, de preto vestida, era a minha avó: Teresa de Jesus Leitão, a Teresa do Ferreiro, como era conhecida.
A trabalhar, o meu tio Joaquim que - como 6 dos filhos da minha avó - deixara Sampriz na busca de um futuro. Só a Luísa ficou.
O sorriso radioso, ao lado da falta de jeito do miúdo dos calções, só podia ser da minha mãe.








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