Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

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Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Madredeus - "O Pastor"

Com letra de Pedro Ayres Magalhães e música dos Madredeus, O Pastor é um dos dos temas mais conhecidos do 2º disco do grupo: Existir, editado em 1990.

As sonoridades da música tradicional misturavam-se com a música clássica. O resultado final teve efeitos quase imediatos nos quatro cantos do mundo e os Madredeus afirmaram-se como a banda portuguesa de êxito mundial.


• Pedro Ayres Magalhães (guitarra clássica) • Rodrigo Leão (teclados) • Francisco Ribeiro (violoncelo) falecido em Setembro de 2010 • Gabriel Gomes (acordeão) • Teresa Salgueiro (voz) •



Ai que ninguém volta
ao que já deixou
ninguém larga a grande roda
ninguém sabe onde é que andou

Ai que ninguém lembra
nem o que sonhou
(e)aquele menino canta
a cantiga do pastor

Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
deixa a alma de vigia

Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
acordar é que eu não queria

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