Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

Imagem
Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

Clique para se deslumbrar! ►

Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Desplante, indignidade e falta de vergonha!

Temos vindo a ser alvo de alguns comentários... interessantes!

Se calhar, até você (que ocasionalmente passou pelo Blogue ou que a ele foi trazido pelos nossos links no Descobrir PORTUGAL ou no Café PORTUGAL) perguntará: o que é que este tipo sabe de turismo para ter um blogue com a ousadia de aflorar temas como Turismo, Produto Turístico ou Oferta Turística?

Nada… quase nada… respondo eu!
Como jornalista nunca trabalhei ligado à secção de Economia de nenhum órgão de Informação e, ainda por cima, quando me faço à estrada sou daqueles que acham que não estão a fazer turismo mas apenas a… passear.

E se der para conversar, experimentar uns tintos e mastigar qualquer coisa, tanto melhor!

No entanto, até considero que conheço relativamente bem este país: 6 anos integrado na equipa que produziu o Passeio das Virtudes, e uns oito como autor/realizador/apresentador do Feira Franca, ambos na RDP/Antena 1.

Passei a pente fino o Continente, fiz programas em directo em todos os concelhos da Madeira. Nos Açores... nem o Corvo me escapou - por duas vezes!

Pelo meio ficou um outro programa, o Chão da Festa, a responsabilidade de duas edições do Concurso da Gastronomia de Lisboa e uma Feira (na FIL) sobre os sabores das cozinhas e das especiarias que se cruzaram na Lisboa dos Descobrimentos e que hoje têm marcas e intérpretes na nossa cozinha capital: Saborear Lisboa.
Tudo coisas sem importância nenhuma...!

Pois… e estava-me a esquecer dos Passeios de Jornalistas que palmilharam estradas e mares deste país durante uns 12 anos.

Desviando-se das rotas turísticas convencionais, mergulharam Interior e Ilhas, preferiam olhar os rostos e as paisagens que normalmente ficam arredadas da chamada grande Comunicação Social.

Não sei mesmo se valerá a pena referir a criação e dinamização de algumas das maiores (e mais participadas) Páginas do Facebook para Contar Portugal.

https://www.facebook.com/absolutoportugal/
https://www.facebook.com/cafportugal
https://www.facebook.com/Gastrofolias/
https://www.facebook.com/groups/somos.festa
Quem nos acompanha e frequenta, sabe isso. Quem nos ignora/hostiliza... lá terá as suas razões.

Com o apoio e a acção de muitos milhares, crescemos todos os dias e (ao contrário de outros) não precisamos de comprar membros!

Por tudo isto, e pelo que não cabe nestas linhas, tenho de concordar com aqueles que não entendem a minha ousadia (e desplante) ao pretender escrever e opinar sobre estas coisas das viagens e dos passeios.
Nem eu me perdoo… por tamanho indignidade e sem vergonha!

RDJ

  • Veja também! Não perca!

Até dói saber que esta magistral campanha promocional foi realizada em plena Ditadura. E que, depois dela, quase só aquela pobreza - com laivos de rosqueirice - da escapadinha e um pobre e linear vá para fora cá dentro.

 
(clique
na imagem
para abrir)

O que nós gostamos mesmo
é de...
Passear!

Parar aqui
ou ali
para um copo,
uma paisagem ou dois dedos de conversa...




Dois milhões de rostos, de todas as margens de terra onde se sonha, ama, sofre, vive em Português.
Um Universo que não pára de alargar, uma Roda de Amigos que não pára de crescer!

(clique na imagem para abrir)

Muita gente está a ler também:

Ana Moura - "Dia de Folga"

Que alma terá inventado essa coisa da "carne de porco à alentejana"?

Do Minho para a sua mesa... Caldo Verde!