Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

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Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

“Eu Ouvi o Passarinho” • Cantares Regionais de Portel

De seu nome completo, Grupo Coral de Cantares Regionais de Portel.
Nasceu na noite de 5 de Janeiro de 1976, quando um pequeno grupo de portelenses resolveu percorrer as ruas da vila, entoando o Canto dos Reis.


Na década de 80, eles trouxeram o Alentejo para a ribalta da música e da indústria discográfica. Percorreram mundo. Afirmaram-se na rádio e na televisão. E ainda aí estão. Por mérito próprio!

E, mesmo que custe custe a alguns puristas(!), terá que ser dito que eles abriram caminhos e as suas músicas ficaram no ouvido. Como este Eu Ouvi o Passarinho:


Começámos a cruzar-nos nos anos 80 do século passado(!).´Tínhamo-nos conhecido em Santarém num Festival Nacional de Gastronomia. E, de uma improvisada actuação em directo para a rádio, haveria de nascer uma amizade profunda e duradoura com o Grupo.
Não esqueço aquele aniversário dos Cantares de Portel, na sua terra, com uma tenda de circo montada para albergar o espectáculo que a Antena 1 transmitiu em directo.

Ou aquela emissão do Feira Franca, em 2001, quando o largo/cruzamento/entroncamento de Portel foi transformado em recinto da Festa da Rádio: A estrada nacional (que ligava a Lisboa e a Moura) passava por ali. Foi cortada para que se pudesse realizar a emissão.

Coube à Guarda Republicana assegurar o desvio e a fluidez do trânsito pelos percursos alternativos.
E, depois da Banda dar início à função, chegou o Grupo de Cantares. 


E quando Norberto Patinho - então presidente de Câmara, sem prescindir da liderança do Grupo - reuniu aquela gente toda para um espectáculo surpresa no jantar do Passeio de Jornalistas, que na altura eu organizava?

A visita a Portel, dos companheiros da Comunicação Social meus convidados, ganhou logo ali outro significado afectivo.

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Ana Moura - "Dia de Folga"

Que alma terá inventado essa coisa da "carne de porco à alentejana"?

Do Minho para a sua mesa... Caldo Verde!