Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

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Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

E quando a dança vai a galope? Fandango!


Quando o pé foge para a dança, até pode ser a galope...
E fandango à beira Tejo!


Na Vala Real, cais do Palácio da Rainha, Azambuja!

• Bailadores: Jorge Miranda e António Mota
• Tocador: Miguel Ouro

• Gravado em Outubro de 2014
• Realização: Velhinha Pereira • Som: Telma Freitas Morna

  • O Grupo de Recriação Etnográfica Madorna integra um projeto maior, o Projeto Moa, que visa a promoção de tradições e memórias da região da Azambuja.

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Do Minho para a sua mesa... Caldo Verde!