Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

Clique para se deslumbrar! ►

Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

"Ai Jesus, que moça esquiva"... É mesmo o "Diabo na Cruz"!!!

Andam por aí numa fona. Tiveram um Verão cheio de espectáculos e festas. Passearam praias, e festas, não falharam palcos de largos, praças e romarias.
Só não alinham nas procissões: Aí também não ficaria muito bem pôr... o Diabo na Cruz!

Sobre  esta música escrevia, no blogue do Grupo, Jorge Cruz, o seu líder:

 É uma canção sobre aquela tensão típica entre homem e mulher que é tão interessante. Quer a tensão doméstica, quer a tensão de quem sai à rua, de quem sai à noite à procura de um amor.
(...) este casalinho da Moça Esquiva parece-me bastante simpático na forma como anda sempre às cabeçadas mas se interessa tanto um pelo outro.
  • Um vídeo com Realização de Marco Oliveira
    e Direcção de Fotografia de Pedro Azevedo

Fui abraçar-te
Choraste por embaraçar-te
Areal da praia
Pedi noivado
Melhor teria sido
Ter-te atraiçoado

Riba arriba bate bate
Como trovoada
Teu coração de donzela alvoraçada
Refilas, desfilas
Afias os meus sonhos
Fazes-me sorrir e aos outros
Andar tristonhos

Quando subo queres descer
Mal eu desço só voar
Roubo um beijo a correr
Toca a enxotar
Agarrar é às escuras
Navegar só à deriva
Ai Jesus, que moça esquiva

Campo relvado
Vou demonstrar-me
Apostas que eu só sei sujar-me
Elogiei-te, estás ressentida
Não guardas um sorriso
Pra nada que eu te diga

Tique no isqueiro
Tique taque na queimada
Pareces porta-voz da massa indignada
Chamo o teu nome
Tu avanças e recusas
Não há quem chegue a ti
Farol de Lampedusa

Quando subo queres descer
Mal eu desço só voar
Roubo um beijo a correr
Toca a enxotar
Agarrar é às escuras
Navegar só à deriva
Ai Jesus, que moça esquiva

Quando é para decidir
Nunca sirvo para ajudar
Se eu começo a divertir-me
Oiço-te a bufar
Se te amparo a cintura
Tu sacodes-me lasciva
Ai Jesus, que moça esquiva

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