Fenómeno de crescimento e participação! Agora não podemos parar!

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Mais de dois Milhões de membros! Um Universo que não pára de crescer e de se diversificar!
Chegados aqui... Temos de ir em frente!
E encontrar formas de corresponder ao interesse e ao entusiasmo desta multidão de rostos.

Por isso, estamos a lançar uma página nova.
Que assume com orgulho o nome de Descobrir Portugal - que fizemos, construímos e consolidámos ao longo destes dois anos no Facebook.
Até conseguirmos ter connosco mais de um MILHÃO de membros, espalhados por todos os cantos da Língua Portuguesa.

Do ala que se faz tarde! conservamos as memórias e os afectos de um blog que, neste curto período, registou mais de 6,5 milhões de visitas. Mas está na altura de iniciar uma nova caminhada fazendo apelo a novos recursos e potencialidades.

• E aí está owww.descobrirportugal.pt.Que quer continuar a contar com o vosso apoio e a vossa divulgação!


Aquilo que parecia uma brincadeira e um passatempo... tornou-se coisa séria. Precisamos agora de apoios e de suportes que garantam continuação, a…

"Porque os outros se compram e se vendem / E os seus gestos dão sempre dividendo"

Sophia de Mello Breyner Andresen
Muitos dos que, nos anos 70, fizeram desta canção coro de protesto e revolta contra a Ditadura não saberiam, nessa altura, que estavam a entoar um poema de Sofia de Mello Breyner.

Francisco Fanhais - aliás Padre Fanhais, como era então reconhecido - chegava com a sua viola e começava a cantar. As vozes presentes haviam de se lhe juntar. E esta era uma das canções que nunca podia faltar!

Os poemas não têm idade. As palavras de Sofia - todas estas décadas depois, com uma queda de Ditadura e a chegada da Democracia pelo meio - continuam perfeitamente actuais e actuantes!.
Claro que agora não há o risco de a Polícia Política desatar a prender cantantes e coro. O que já faz diferença grande...!

  • Integrou o LP "Canções da Cidade Nova", editado em1970


Porque...

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

  • Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen (in "Mar Novo", Lisboa: Guimarães Editores, 1958; "Obra Poética II", Lisboa: Editorial Caminho, 1991 – pág. 71)

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