Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

Clique para se deslumbrar! ►

Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Assim até nós! Com paisagens destas, qualquer um é fotógrafo...

Estes fotógrafos são uns oportunistas: Só tiram retratos a monumentos e paisagens de êxito certo e seguro. Depois... lá vêm os membros do Descobrir Portugal dizer que gostaram muito e desatam a partilhar por aí.

No final, já a imagem circulou mundo todo. Acumulou visualizações e likes, apaixonou olhares, provocou afectos e comentários.
Mérito? Só se for... daqueles rios, daquelas encostas, da memória dos homens que derreteram o xisto e povoaram aqueles terraços com videiras que escorrem vinhos finos, deslumbramentos de palato e sonhos de cor, corpo e aroma. Feitos do esforço, vontade e teimosia de quem insiste em, ano após ano, inventar um produto único, um néctar dos deuses.

Clique para usar o comando arrastar.
E arraste à vontade para ver o resto da imagem
e contemplar toda a sua espectacularidade!
Quem nunca subiu a Casal de Loivos não sabe o que tem andado a perder...

Lá do alto, num sobrevoo de olhar, Douro e Pinhão:
Dois rios de uma vez só, com o testemunho do encontro e da confluência.
E encostas em socalcos que mãos e suores esculpiram nas serranias.
E vinhedos que trepam até aos céus.

Horizontes abertos, rasgados na imensidão e na majestade da paisagem.

Estrangeiros há que a qualificam como uma das mais bonitas do mundo. Nós, às vezes entretidos com coisas sem importância nenhuma, até parece que não ligamos...


Imagine-se a chegar ao Pinhão, de barco ou no comboio histórico, e depois subir a estrada até Casal de Loivos. Só o espectáculo lá do alto valeria a aventura até terras de Alijó. Mas há por aquelas bandas tanto para ver, passear e... saborear!

  • Olhem... quase íamos esquecendo de dizer que a imagem foi inserida por Bruno Simões. Não sabemos se é dele - também não explica. Seja como for... está perdoado. Só este regresso espiritual aquele Douro já valeu a pena!



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