Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

Clique para se deslumbrar! ►

Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Garça não será Real... Presidente era de carne e osso!

Pela cabeça já tinha passado alugar a varanda em dias de festividades, celebrações, confraternizações, cerimónias oficiais, etc. Agora vai ser preciso inventar maneira de ganhar mais algum cobrando entradas no jardim.

Da varanda suspeitavam-se os lucros: Em dias de procissão, colchas a adejar e filarmónica a ritmar passos dos devotos, ou quando desfilam notáveis, colunáveis e afins.

Também, se tiraram vista magnífica com um bloco de cimento armado - de suspeita construção, tantos anos considerada ilegal.
E que tal desconto no IMI?

Coisas do Abecassis (que foi da Câmara de Lisboa) e namoricos de igreja local com maçonaria nacional.
Os pedreiros-livres foram-se, vieram dinheiros de Angola.
Com o petróleo barato, agora é sede de central sindical. Em dia de inauguração.

Desta vez, sem cartazes de protesto, a tarde dos polícias fez-se serena. Até houve selfies, beijos e abraços!

Presidente foi estrela: Chegou, acenou, disse que tinha cerimónia a presidir.
No fim estaria para cumprimentos e afectos.

Mães, criancinhas, avós... Com desvelo de atenção presidencial.
Já andam pelo Facebook imagens da felicidade duma fotografia com Marcelo.


• À tardinha, pelo jardim...

Rematada a efusão, saída do bairro a viatura presidencial, eram horas da marcha pelo Jardim do Vale Grande - a que alguns insistem chamar Parque Oeste de Lisboa.


Para encontrar por lá a passear...
Adivinhem!
Esse mesmo:
O Presidente, propriamente dito!



Marcelo à frente, Casa Militar atrás.
O passeante com a criancinha não fazia parte da comitiva, mas não resistiu a acelerar para cumprimentar.





Até a Garça restou imóvel, mal contendo a admiração!




Em boa verdade, aquela garça é o mais recente habitante do jardim. Desembocou ali há uns dias e tornou-se presença permanente das tardes do Vale Grande

Só não estou ainda convencido que se trate de uma garça real. Para mim é mesmo uma garça cinzenta que se apaixonou por aquele espaço.

Nunca a vi conviver com os patos. Nem suspeito o seu modo de alimentação.
Cumprimento de longe. É muito fugidia, de voos rápidos e deslumbrantes.
Tem poiso certo naquele meio de lago. Está a transformar-se em modelo fotográfico!

PS - Os bonecos não são grande coisa. Mas não se pode pedir mais a um telemóvel barato.


https://absolutoportugal.blogspot.pt/2016/03/e-quando-marcelo-rebelo-de-sousa-nos.htmlA memória
é coisa tramada!

Esta história de avistamentos - e fortuito encontro - trouxe à memória a aventura colectiva de milhões de rostos (em todos os mares da língua portuguesa) pela vitória de Olivença naquele concurso espanhol.

Ainda hoje deve andar muita gente sem perceber o triunfo esmagador da Igreja de Santa Madalena que mãos portuguesas construíram do lado de lá do Guadiana.
Apaixonante o empenho e a união de esforços dos membros do Descobrir Portugal e do Café Portugal.

Decisiva foi a ajuda que do Brasil veio - do lado de lá do mar também há uma brasileira Olivença!
Como diria o Chico Buarque, foi bonita a festa, pá!

Muita gente está a ler também:

Ana Moura - "Dia de Folga"

Que alma terá inventado essa coisa da "carne de porco à alentejana"?

Do Minho para a sua mesa... Caldo Verde!