Fenómeno de crescimento e participação! Agora não podemos parar!

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Mais de dois Milhões de membros! Um Universo que não pára de crescer e de se diversificar!
Chegados aqui... Temos de ir em frente!
E encontrar formas de corresponder ao interesse e ao entusiasmo desta multidão de rostos.

Por isso, estamos a lançar uma página nova.
Que assume com orgulho o nome de Descobrir Portugal - que fizemos, construímos e consolidámos ao longo destes dois anos no Facebook.
Até conseguirmos ter connosco mais de um MILHÃO de membros, espalhados por todos os cantos da Língua Portuguesa.

Do ala que se faz tarde! conservamos as memórias e os afectos de um blog que, neste curto período, registou mais de 6,5 milhões de visitas. Mas está na altura de iniciar uma nova caminhada fazendo apelo a novos recursos e potencialidades.

• E aí está owww.descobrirportugal.pt.Que quer continuar a contar com o vosso apoio e a vossa divulgação!


Aquilo que parecia uma brincadeira e um passatempo... tornou-se coisa séria. Precisamos agora de apoios e de suportes que garantam continuação, a…

Que semelhanças? Antónia (sandes ao balcão) / Frederico (restaurante de luxo)

Antónia, chamemos-lhe assim, aproveita a hora de almoço para comer qualquer coisa no café próximo do escritório onde é telefonista. Vai ser o costume: um copo de leite e uma sandes. Para rematar, a sopa do dia. Em pé, naquela espécie de balcão encostado à parede. Aguarda que haja um lugar e leva o tabuleiro com as suas coisas.

• O motorista de Frederico pára o carro à porta do restaurante e abre-lhe a porta. Ele sai, é cumprimentado pelo porteiro e conduzido à mesa que a secretária atempadamente tinha reservado . Escolhe o aperitivo e vai bebericando enquanto o seu convidado de almoço não chega. Depois será o ritual da ementa, a amostragem dos peixes frescos e a escolha dos pratos.

Pelo direito ao bom gosto...
Ao luxo, o que é do luxo!
Entre os almoços de Antónia e de Frederico, a semelhança está no IVA das facturas.
Antónia vai pagar Taxa igual, por aquela refeição apressada comida em pé, à suportada por Frederico no restaurante que escolheu para tratar dos negócios.

Proporcionalidade fiscal tem pouco a ver com justiça social. E a descriminação positiva, que deveria funcionar a favor dos mais frágeis, não existe: As incidência, percentagens e modos de taxação revelam-se sempre iníquos, mesmo disfarçados de proporcionais. Cada vez mais vozes defendem incidência maior sobre bens de luxo no esforço contribuitivo dos cidadãos.
Risco que Antónia não corre. Nem ela nem os milhões de outros que, das virtualidades gourmet, só suspeitarão fachadas de restaurantes e destaques de televisões. Que, na ânsia de armar ao pingarelho, vão tecendo loas a exotismos que a grande maioria nunca sonhará. Mas vai espreitando imagens e alimentando a imaginação!

* * * * *
Como é bom de ver, ninguém por aqui se manifesta contra a existência de qualquer tipo de restaurante sejam quais forem os seus desvairados preços. O direito de escolha dos cidadãos (para aqueles que o podem exercer) é um bem cívico insubstituível. Depois, há o turismo e o emprego a exigirem saúde próspera dos estabelecimentos de comedorias e de alguns (bem menos!) santuários gastronómicos. Como em tudo, nada que o bom senso e o bom gosto não resolvam e compatibilizem.

Ainda assim, parece de profunda injustiça que luxo e subsistência sejam encarados de forma igual. E que Antónia e Frederico tenham o mesmo tratamento em sede de IVA.
Que agora desceu. Antónia não deu por isso. Se ao menos aproveitassem para dar trabalho a tanto desempregado que por aí anda, pensa ela.
Cá para nós... parece-nos que vai ter de esperar bem sentadinha!

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