Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

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Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Anda a comer gato por lebre?

Quase diariamente, os telejornais têm feito eco do descontentamento do mundo agrícola em relação à crise e ao avolumar das dificuldades de sobrevivência dos produtores de carne ou de leite.

Se as dificuldades já eram expectáveis face ao termo dos subsídios à produção, viram-se acentuadas com o embargo da Rússia às importações provenientes da Comunidade Europeia.

Sabe-se que a atitude dos russos foi resposta às sanções decretadas pela Europa na sequência dos acontecimentos na Crimeia. E se são compreensíveis as sanções, já ninguém perceberá porque razão não é a Comunidade a assumir os custos das suas decisões políticas: Queria impor sanções... muito bem! Mas deveria ter encontrado forma de compensar os agricultores pelos prejuízos decorrentes da postura que decidiram e assumiram.

A difícil situação da lavoura portuguesa não deriva apenas do encerramento do mercado a Leste. Uma boa parte das dificuldades que enfrenta tem a ver com o modo como, muitos dos produtos disponíveis nas grandes superfícies, estão rotulados. Por isso os agricultores dizem-se vítimas de concorrência desleal com produtos importados que não referenciam locais de produção ou de fabrico.
E as campanhas em defesa da produção nacional ficam-se pelas boas intenções, desprovidas de efeito prático, e (todos nós!) poderemos estar a comprar gato por lebre.


Mas o consumidor que você é - e que nós somos - dá-se ao trabalho de ler aquelas letrinhas pequenina que indiciam a origem de um produto? Isto... quando o rótulo se não limita a dizer que foi fabricado na... União Europeia! Se as grandes empresas internacionais e os colosso da Distribuição não têm nada a esconder, porquê esta atitude de não explicar convenientemente onde (e por quem) um dado bem foi criado ou fabricado?

Ainda há pouco olhávamos de todos os ângulos um iogurte - desses agora apelidados de gregos. Garantimos que não encontrámos nenhuma referência desse tipo. Serão de geração expontânea? Extraterrestres? Virtuais?

E você?
Costuma verificar qual é o país de origem dos produtos que compra no supermercado?

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