Fenómeno de crescimento e participação! Agora não podemos parar!

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Mais de dois Milhões de membros! Um Universo que não pára de crescer e de se diversificar!
Chegados aqui... Temos de ir em frente!
E encontrar formas de corresponder ao interesse e ao entusiasmo desta multidão de rostos.

Por isso, estamos a lançar uma página nova.
Que assume com orgulho o nome de Descobrir Portugal - que fizemos, construímos e consolidámos ao longo destes dois anos no Facebook.
Até conseguirmos ter connosco mais de um MILHÃO de membros, espalhados por todos os cantos da Língua Portuguesa.

Do ala que se faz tarde! conservamos as memórias e os afectos de um blog que, neste curto período, registou mais de 6,5 milhões de visitas. Mas está na altura de iniciar uma nova caminhada fazendo apelo a novos recursos e potencialidades.

• E aí está owww.descobrirportugal.pt.Que quer continuar a contar com o vosso apoio e a vossa divulgação!


Aquilo que parecia uma brincadeira e um passatempo... tornou-se coisa séria. Precisamos agora de apoios e de suportes que garantam continuação, a…

Lisboa, quase Rossio: A Kantina nas Chaminés do Palácio

Anda a passear pela Baixa de Lisboa. Resolveu espreitar umas montras no Rossio. Ou sentar-se apenas a fruir ambiente, cor e bulíçio...
Que diria a um almoço num palácio, logo ali? No ponta da Praça, ao lado do Dona Maria, bem defronte da Ginginha... 

Já se chamou Palácio do Roccio e Palácio de São Domingos (a igreja é logo ali...). Mas, como foi o local que albergou a Reunião dos Conjurados que derrubaram o traidor Miguel de Vasconcelos e haviam de expulsar a Duquesa de Mântua e outros apaniguados dos Filipes de Castela, acabaria por receber o nome de Palácio da Independência.
Pois... foi aí que me desafiaram para um jantar!

Fiquei desconfiado: já conheci tantos usos para aquelas paredes e salas que nunca ousei suspeitar-lhe virtudes refeiçoeiras. Conquistou-me a ideia de um jantar nas Chaminés do Palácio, que conhecia de outras andanças. Altas e largas o suficiente para cada uma delas albergar na base uma saleta de comedorias.

Vim a descobrir depois que Chaminés do Palácio era a designação do espaço onde tinha mesa marcada: uma Kantina (mesmo assim, com K e tudo!).

Lisboa estava com um bonito princípio de noite, o Rossio bem habitado, com predominância para os estrangeiros. Como tinha sido previamente avisado, nessa noite não fui de transporte público, franqueei o portão e deixei o carro instalado no estacionamento defronte. Fui informado mais tarde que isto só é possível à noite e ao sábado. De qualquer forma, com autocarro logo ali, comboio e metropolitano a 50 metros, será sempre fácil lá chegar.

Já no pátio interior do Palácio, fazendo-me à escadaria para o 1º andar - o das chaminés - recordei a vez mais recente que ali penetrara. Tinha sido no lançamento de um livro do velho amigo, Antunes Ferreira, "Crónica das minhas teclas". Agora a ida era bem mais prosaica... apenas um jantarinho!

Franqueada a porta, ultrapassada a 1ª sala (a de maior capacidade) lá busquei refúgio e instalação numa das chaminés. Enquanto me batia com uma tábua de enchidos e queijos do Alentejo, nas azeitonas não falo porque sou viciado, aproveitei para entender melhor aquele espaço, curioso que ficara com uma inscrição de parede que referia franchising social -  se o barbarismo já me é difícil de entender, a conjunção era um mistério. Foi-me explicado que a iniciativa era do INATEL - daí o conceito-marca de Kantina.

Da leitura da  Carta, a constatação de ser construída com pratos da cozinha portuguesa e assente na representação de todas as regiões gastronómicas nacionais.

Fiquei-me pelo zona Centro e pelas minhas memórias de Vila Nova de Poiares e Santa Comba. Alinhei na Chanfana e na arte de tornar excelsa uma coisa incomestível - a tal cabra velha e feia de que falam os livros. Só mesmo uma cozedura lenta em vinho tinto para conseguir tal milagre da restauração da carne - aqui não estou a fazer nenhum trocadilho com história, designação do palácio ou revolta contra os de Castela: Estava mesmo a usar o termo que os franceses criaram e banalizaram.

Para fazer companhia à carne e às batatas, talvez fosse mais acertado um néctar do Dão. Fiquei-me por um Doc de Vila Real que correspondeu ao que lhe foi pedido e desempenhou o seu papel com garbo e distinção.
Guloso como sou, não iria dispensar um remate de doces. Com prova de uma alentejana encharcada e de uma ribatejana tigelada.

Achei interessante - como agora se diz - o conceito do restaurante. E fiquei seduzido com aquela forma de apresentar o pratos na mesa: cantando uma estrofes de uma canção da região de onde provém o prato que vai ser servido. Diferente! Original!

Acabei curioso em relação à parte da ementa que não consegui experimentar. Convenhamos que é uma boa desculpa para lá voltar um dia destes... Agora que sei que posso contar com um espaço acolhedor mesmo ali no Rossio, não me vai escapar!


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