Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

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Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Ela precisava de um motorista...

Imperdível este vídeo do fotógrafo suiço Ian Swarbrick.

Estava ele sossegadinho nos Alpes, onde vive, quando a mulher decidiu fazer uma incursão até Portugal.


Ainda se tentou esquivar... Mas ela precisava, explica, de um motorista para o carro alugado.
Lá veio toque de caixa. Sem entusiasmo nenhum.
Andou pelo norte, desceu até Sintra. Nem tempo teve para chegar a Lisboa...!

Portugal: Pelos olhos e pela lente de Ian Swarbrick

Acabou encantado. Agora diz que os 12 dias que tinha não chegaram para nada e vai ter de voltar. Ele que afirmava não estar particularmente enamorado por Portugal.

Isto sair dos Alpes cheios de neve e encontrar Abril de campos em flor, tem que se lhe diga...!
E depois... O mar - a grande surpresa!

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