Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

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Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Uma vindima de azulejos

Quase na borda de água, ali onde o Douro vê as suas águas acrescentadas com o caudal do Pinhão - que deu nome à localidade e à estação do caminho de ferro.

Vaidosa dos  azulejos que levam até lá milhares para observar e fotografar. Em tons de azul, da autoria de J. Oliveira, encomendados à fábrica Aleluia, de Aveiro, em 1937.

Está no centro da região demarcada do Vinho do Porto e é aí que estão localizadas as mais famosas Quintas produtoras daquele néctar. Por isso, os 24 painéis de azulejos retratam paisagens durienses e aspectos das vindimas.

Vale a pena saborear as fotografias de Antunes Amor. Basta clicar nas imagens para ampliar!

Os azulejos da estação do Pinhão contam Douro, socalcos, vinhas, vindimas...


E celebram a epopeia do Homem...
Que derreteu xisto e
moldou encostas.
Não há périplo de Douro que não passe por aqui!

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Do Minho para a sua mesa... Caldo Verde!