Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

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Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Não acredito!

Nos meus sessenta e tal anos de vida e uns 40 de profissão... pensava que já tinha visto quase tudo.Enganei-me. Faltava-me a 1ª página do Correio da Manhã, na edição de hoje.

Não acredito! Não comento! Não adjectivo como me apeteceria!
Reproduzo apenas para que cada um construa a sua própria opinião.



• O que pensará disto o agora ministro Azeredo Lopes que foi presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC)?
• O que pensará disto Carlos Magno, o actual presidente?

• O que pensarão disto aqueles que nos lêem?




À guisa de justificação para o título, a palavra integração.
Que, por qualquer esquecimento, não figura na edição online.
Coisas...!

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