Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

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Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Ala... que o namoro está para continuar!

Quando o romance parecia desfeito... reataram. E andam por aí, assumidos, à vista de toda a gente.
Apenas uma Razão de Ser feita de recordações e palavras regressadas? Ou Felicidade com juras, promessas, palavras e músicas de agora?
Agenda cheia, de Norte a Sul!

(...) eu cresci com um encanto,
de ser caçador de sóis (...)

Ala dos Namorados - do álbum Razão de Ser.


Pelo céu ás cavalitas,
escondi nos teus caracóis,
a estrela mais bonita, que eu já vi

eu cresci com um encanto,
de ser caçador de sóis,
eu já corri tanto, tanto para ti

fui um príncipe encantado
montado nos teus joelhos,
um eterno enamorado, a valer

lancelot de algibeira,
mas segui os teus conselhos
para voltar à tua beira
e ser o que eu quiser

os teus olhos foram esperança
os meus olhos girassóis
fomos onde a vista alcança da nossa janela

já deixei de ser criança
e tu dormes à lareira
ainda sinto a minha estrela
nos teus caracóis

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Do Minho para a sua mesa... Caldo Verde!