Num triângulo de Ilhas, uma lenda de Açores. De rosto humano!

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Dou comigo a recordar aquele mestre do Terra Alta que - numa travessia das Velas para São Roque, já lá vão mais de 25 anos - me contava do Sr. Quaresma, de braço no ar, em cima do velho cais da Madalena.
Em dias de temporal, contando as ondas... para marcar o momento seguro de entrada do barco.

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Naquele triângulo de ilhas, o barco era tudo: Viu nascer as crianças (mais impacientes!) que não aguardaram até ao hospital da ilha em frente... foi viatura de funeral ou ambulância.
Muitas histórias de amor se teceram à distância, vertidas nas cartas confiadas a João Quaresma para que as encaminhasse para os amores ausentes.
Ou os açafates da comida e as encomendas que os pais mandavam para os miúdos da Ilha Montanha que tinham ido estudar para a Horta. Do lado de lá. o Gilberto das Lanchas, com a sua carrocinha, havia de tratar das entregas em mão.

Não havia lancha que arriscasse demandar o porto da Madalena sem ordem de João Quaresma. Todos os dias em cima do cai…

Prendam quem lhes fabrica as armas!

Querem fazer de nós parvos?
As armas não se fabricam sozinhas. As fábricas são legais, estão cotadas em Bolsa, pagam impostos, rendem dinheiro... Muitos milhões de dividendos aos accionistas.
E têm de ser vendidas!


Que seria desta gente sem guerras? Sem crime organizado? Sem grupos radicais? Sem terroristas?

Para milhões é sofrimento e angústia, medo e revolta...
Para eles, apenas oportunidade de negócio!

Quem vende as armas de que se fazem as guerras? São promovidas e vão ao encontro dos compradores como se de pastilhas elásticas ou de electrodomésticos se tratasse. E tudo não passasse de jogos de guerra...!

Esta apresentação foi feita no Abu Dhabi, Emiratos Árabes Unidos. Mas há muito mais material publicitário destes negócios no Youtube. Quando há pouco passámos por lá, para ver, tivemos de ficar à espera que terminasse um anúncio de... chocolates! Já com enquadramento de campanha de Natal.



Um pormenor - último e sem importância nenhuma: as originais eram fabricadas na Bélgica. E também tinham de se vender. Nem que fosse preciso promover mais umas guerrazinhas e fabricar uns quantos cenários de horror.

Nááá... isto não vai lá só com a cera das velas!

Esta imagem explica muito do terror que ameaça a Europa.Brincavam aos Serviços Secretos e às guerras como meras acções...
Publicado por Rui Dias José em Domingo, 15 de Novembro de 2015

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